Greve foi algo que rondou a vida acadêmica de muita gente que estudou em alguma instituição federal de ensino superior, eu felizmente dei sorte, entrei em 2007 desde lá não tivemos greve, apenas eventuais indicativos e dias de paralização isolados.
Isso até o Governo federal não cumprir a promessa do parco aumento de 4% que foi dada no ano passado e não cumprida neste ano.
Em vários estados já há a decisão de greve, com as Universidades Federais de Mato Gross (UFMT), Maranhã (UFMA), Amazona (UFAM) e Paraíba (UFPB). Pernambuco (UFPE) e Ceará (UFCE) encontram-se em indicativo.
Este texto do Pierre Lucena, divulgado, pelo Facebook explica bem a situação da UFPE, reproduzo aqui:
“Pessoal,
Sei que todos estão apreensivos com a conversa sobre greve, então gostaria de esclarecer para vocês como funciona isso.
Nós temos um Sindicato Nacional (Andes), que sugeriu às associações locais (a nossa é a Adufepe), que entrassem em greve a partir do dia 17.
Algumas Ifes já aceitaram a sugestão e entrarão em greve neste dia, mas a UFPE só fará a sua assembleia na quinta (dia 17).
Lá irá decidir se entra ou não em greve.
Para isso ocorrer, é preciso que pelo menos 217 professores estejam presentes na Assembleia, e que a maioria decida pela greve.
Há uma enorme insatisfação dos professores com o governo, por vários motivos, mas o principal deles é que desde 2008 fomos enrolados com a promessa de uma nova carreira, assim como os cargos semelhantes conseguiram, como por exemplo os pesquisadores do Ipea e do Min. de Ciência e Tecnologia.
Só para terem uma ideia da distorção, em 2003 um pesquisador com doutorado do Ipea ganhava R$ 300,00 a menos que um professor com doutorado na Universidade. Hoje ele ganha R$ 5 mil a mais que a gente. O mesmo acontece com o MCT.
No ano passado o Governo sinalizou que ia dar um aumento merreca de 4% em março deste ano e até o dia 31 de março ia acerta a nova carreira.
Março chegou e o aumento não veio, e a carreira também não.
Quando viu que a greve parecia inevitável, Dilma assinou uma Medida Provisória dando o aumento de 4% prometido ano passado, mas continuou enrolando e desmarcando reuniões sobre a carreira.
Então, dado este péssimo histórico, será inevitável uma greve com grande adesão, já que a insatisfação é muito grande.
Se na quinta-feira conseguirem o quórum, a greve vai sair imediatamente. Se não sair agora, será inevitável nas próximas semanas, já que não vejo o Governo muito disposto a resolver a carreira, depois de anos de embromação.
Como já disse uma vez, as grandes greves normalmente são provocadas pelo próprio Governo, quando deixa a corda estourar.
Acho que esta explicação detalhada não deixa maiores dúvidas.”
Pra mim é uma situação difícil, estou perto de me formar e preciso colar grau esse ano mas não tem como não respeitar o direito dos professores e técnicos, o salário está defasado, é possível ver isso nesse artigo do Acerto de Contas.
A partir de agora é contar com a sorte e a bondade de alguns professores que pretendem usar meios virtuais para não interromperem as aulas.
